Ex-presidente peruano é preso em caso envolvendo Odebrecht

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Segundo ele, os elementos de provas apresentados pelo promotor Germán Juárez permitem presumir que "Heredia e Humala tinham recebido dinheiro da Venezuela e do Brasil, e que com um alto grau de probabilidade, colocaram a quantia nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011 simulando contribuições fantasmas”".

Um total de 3 milhões de dólares teria sido pago pela Odebrecht em troca de um contrato para construir um oleoduto no país.

Ollanta Humala y Nadine Heredia saliendo de su casa en una camioneta negra hacia el Poder Judicial. E, minutos após a divulgação da Justiça, o casal deixou o local em direção ao escritório do juiz.

A Odebrecht está no centro de um dos incontáveis eixos da Lava Jato, a mais complexa investigação de corrupção da História do Brasil, mas a sua atuação vai muito para além das fronteiras daquele país.

Qual o impacto da condenação de Lula por Moro nas eleições de 2018? "Esta é a confirmação do abuso de poder, que nós vamos enfrentar, em defesa de nossos direitos e dos direitos de todos”, disse o ex-presidente, que deixou o poder em julho do ano passado, com a posse de Pedro Pablo Kuczynski". "Apesar da arbitrariedade, estamos aqui, confiamos que esta decisão será revertida, por se tratar de justiça”, disse, também em seu perfil no Twitter".

Nadie Heredia também tuitou: "Obrigada a todos que não condenam antes do tempo e que acreditam na inocência até que se prove o contrário".

Seus advogados já afirmaram que vão recorrer da decisão da Justiça. O mesmo juiz já havia ordenado a prisão de um outro ex-presidente peruano, Alejandro Toledo, por acusações semelhantes. Toledo hoje vive nos Estados Unidos, e o Peru pede sua extradição.

"Às 15H00 (17H00 de Brasília) vou anunciar a sentença do pedido de prisão da Procuradoria para o ex-presidente Ollanta Humala e sua esposa", anunciou o juiz Richard Concepción Carhuancho ao suspender a audiência.

Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000, cumpre pena de 25 anos de prisão por corrupção e crimes contra a humanidade.

A Odebrecht admitiu perante as autoridades dos Estados Unidos ter entregado subornos de 29 milhões de dólares no Peru entre 2005 e 2014, período que abrange os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016).